Os três representantes de Santa Catarina no Senado Federal votaram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala de trabalho 6×1. Esperidião Amin (PP), Ivete da Silveira (MDB) e Jorge Seif (PL) apoiaram a medida nas duas votações realizadas na quarta-feira (14).
A proposta foi aprovada por 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno. O único voto contrário foi do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). A matéria segue para promulgação, conforme as informações divulgadas sobre a votação.
Como votaram os senadores catarinenses
Os três parlamentares de Santa Catarina tiveram o mesmo posicionamento, independentemente das diferenças partidárias.
- Esperidião Amin (PP): votou a favor nos dois turnos.
- Ivete da Silveira (MDB): votou a favor nos dois turnos.
- Jorge Seif (PL): votou a favor nos dois turnos.
O resultado coloca os três senadores catarinenses entre os parlamentares que apoiaram a mudança nas regras da jornada de trabalho. A votação também reuniu apoio de representantes de diferentes partidos e correntes políticas.
O que muda com o fim da escala 6×1
A PEC prevê a redução da jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana, sem redução salarial.
A proposta altera a Constituição e busca modificar um modelo de organização do trabalho no qual o empregado trabalha seis dias consecutivos e descansa um.
Com a mudança, a intenção é ampliar o período de descanso dos trabalhadores e favorecer a conciliação entre a vida profissional e pessoal. A implementação das novas regras e eventuais medidas de transição deverão seguir os procedimentos previstos para a alteração constitucional.
Votação expressiva no Senado
A aprovação por 75 votos a favor e um contrário nos dois turnos demonstra amplo apoio à proposta entre os senadores que participaram da votação.
Em Santa Catarina, o posicionamento conjunto de Amin, Ivete e Seif representa o apoio da bancada do estado à mudança na jornada de trabalho. O tema tem impacto nacional e envolve discussões sobre qualidade de vida, produtividade, custos para as empresas e organização das relações trabalhistas.
