Servidores municipais de Florianópolis deflagram greve geral em novembro

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Servidores municipais de Florianópolis decidiram por deflagrar greve geral a partir de 11 de novembro. A assembleia foi realizada na tarde de quarta-feira (19), na praça Tancredo Neves.

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem), o intuito é protestar contra cortes de direitos e boicotar a avaliação Prova Floripa. Ainda de acordo com o sindicato, faltam materiais em postos de saúde, as condições de trabalho estão precárias e o atendimento prejudicado.

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“Seguem o mesmo modelo proposto em Brasília. O congelamento dos gastos públicos, como a PEC 241/16, os cortes de direitos e privatizações de serviços públicos, como o PLP 257/15, sucateamento do SUS e reforma na educação, que são tentativas de destruir o que temos de público e entregar tudo para o privado”, diz o Sintrasem, em nota.

Prova Floripa

A avaliação ocorreria ontem, mas foi adiada pela prefeitura para os dias 3 e 4 de novembro. A posição da diretoria do sindicato e da categoria, que votou em coletivo, é a de boicotar a avaliação.

O Sintrasem aduz que as provas e os modelos padronizados de avaliação não levam em consideração as peculiaridades locais nem as condições de infraestrutura, materiais e as condições de trabalho nas diferentes unidades educativas em que são aplicados, e a realidade socioeconômica das famílias dos estudantes submetidos ao exame. “As avaliações são usadas como mecanismos de controle que estimulam a competição entre as escolas, estabelece a meritocracia e coloca o problema da educação pública na esfera individual”.

Atesta o sindicato que os resultados não são revertidos em mudanças estruturais para melhorar e ampliar as políticas públicas em educação. “Colaboram, no sentido oposto, para acentuar a diferenciação de atenção destinada às diferentes unidades, premiando as melhores avaliadas e punindo as com piores resultados”.

A educadora Rosilene Amorim dos Anjos resumiu, em sua fala na assembleia, o efeito da avaliação externa, afirmando que é um círculo mercadológico. “Empresas aplicam a prova, depois comparam as notas que não alcançam a meta pretendida na lógica do capital para então as empresas oferecerem cursos de formação para nós, educadores. Nós não somos capazes? Antes nós fazíamos as avaliações, agora apenas aplicamos. As avaliações fazem parte do processo de ensino e aprendizagem portanto professores da rede deveriam desenvolvê-las.”

*Com informações do Sintrasem.

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