Suderf defende uso misto da ponte Hercílio Luz após a reforma

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Foto: James Tavares/Secom

A Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis (Suderf) apresentou, nesta quarta-feira (28), proposta para que a ponte Hercílio Luz – após sua completa reforma – seja utilizada por diversos meios de transporte, dando prioridade à pedestres e ciclistas. O uso da estrutura  foi discutido por parlamentares, gestores públicos e sociedade civil, durante simpósio da Comissão de Transportes e Desenvolvimento Urbano da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).

Segundo levantamentos do Observatório da Mobilidade Urbana da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), 305 mil pessoas fazem a travessia ilha-continente todos os dias, sendo que 43% têm origem e destino a capital e 57% partem das outras cidades da região metropolitana, principalmente de São José, Palhoça e Biguaçu.

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“A prioridade, não só por exigência legal (Política Nacional de Mobilidade Urbana), deve ser aos transportes não motorizados e coletivo pela eficiência do uso do espaço público de circulação. São recursos investidos nessas estruturas que têm que trazer o maior benefício possível para a população. Primeiramente tem que resolver os fluxos de pedestres e ciclistas que são prioridade, depois transporte coletivo e aí sim entra aqueles usos eventuais, como uso das faixas de ônibus para transporte de serviços públicos, emergência, polícia, etc. Garantindo as prioridades, havendo espaço, será permitido o fluxo de carros e motos”, explicou o diretor técnico da Suderf Celio Sztoltz.

A sugestão da Suderf é que haja uma pista exclusiva para ônibus na ponte Hercílio Luz, inclusive com tráfego do transporte metropolitano, e espaço para veículos com inversão de sentido nos picos da manhã e final da tarde. Ainda será necessário definir medidas para amenizar os prováveis congestionamentos na cabeceira insular.

Outros dois cenários foram criados, um com abertura da ponte para tráfego misto com inversão de sentido, que acarretaria muitos congestionamentos nos picos da manhã e do final da tarde, pois a capacidade do sistema viário do entorno limita o trânsito de veículos na Ponte Hercílio Luz. O segundo cenário projetou a ponte exclusiva para o transporte coletivo: nesse caso haveria alta demanda de ônibus no sentido Ilha no pico da manhã e baixa no sentido Continente. Chegou-se a conclusão que a capacidade do sistema viário do entorno limita o trânsito de ônibus na Ponte Hercílio Luz em cerca de 120 ônibus por hora/sentido.

O simpósio contou com a participação do engenheiro do Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra), Wenceslau Diotallévy, que atua como fiscal das obras de restauração da Hercílio Luz; do diretor do IPUF Michel Mittman; da Associação dos Amigos do Parque da Luz; e do arquiteto Brian Loro.

As informações são da Suderf.

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