Turista que perdeu braço em ataque de tubarão em Fernando de Noronha diz que teve segunda chance

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Foto: Diego Nigro/JC Imagem

“Tive uma segunda chance”, disse o turista paranaense Márcio de Castro Palma da Silva, 33 anos, em coletiva de imprensa, na tarde desta quarta-feira (23), sobre o incidente com tubarão que terminou com a perda do seu antebraço, durante mergulho em Fernando de Noronha.

O ataque ocorreu na última segunda-feira (21), quando o contador, morador do município de Loanda, no extremo-noroeste do Paraná, foi mordido pelo animal na praia do Sueste.

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Apesar da fatalidade, Márcio disse acreditar ter sido vítima de um fato isolado e que voltaria ao arquipélago pernambucano. “Indicaria a viagem aos meus amigos”, contou. Márcio agora passa por um tratamento com antibióticos que deve durar entre 7 a 10 dias, devido ao risco de infecção.

Depois deve passar por uma nova cirurgia. Após isso, segundo André Akel, diretor adjunto do hospital Unimed, o contador deve passar de três a quatro dias de recuperação. A coletiva ocorre no hospital particular em que a vítima está internada, na área central do Recife.

Mais cedo o turista havia informado que no momento do incidente flutuava na praia a cerca de 150 metros da areia quando foi surpreendido pelo animal. Ele disse ainda que só percebeu se tratar de um ataque quando foi puxado para o fundo do mar, por um tubarão de cerca de 1,5 metro, e que tudo ocorreu em questões de segundos.

A Baía do Sueste, local da ocorrência, permanece interditada à visitação. De acordo com a chefia do Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha, a medida é preventiva, para se avaliar o que de fato ocorreu e provocou o ataque, não havendo previsão de abertura.

Acredita-se que o ataque partiu de um tubarão-tigre. “Eles migram muito, não são comuns em Noronha, mas têm esse comportamento de experimentar comidas estranhas e uma mordida potente”, explicou, comentando que o tema envolve muito o emocional. “Estamos avaliando como minimizar os riscos, se será necessário reduzir o horário de visitação e de o mergulho só ser feito com acompanhamento (o turista estava sem guia). Não podemos nem ser negligentes nem usar um remédio desnecessário, afinal, anormal é nunca ter ocorrido um ataque”.

NÚMEROS – Segundo Clóvis Ramalho, presidente do Cemit, as condições do incidente são diferentes dos outros 60 registrados desde 1992 em Pernambuco (são 24 mortes no período), ano inicial da catalogação, pois a maré estava secando, ao contrário dos demais, ocorridos sempre com maré alta. Igual apenas a água estar turva. O turista estava com a mulher, que não quis falar com a imprensa.

Jornal do Comércio

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