Tuta ataca e Ramon rebate lembrando Cavan e Dríade

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Tuta partiu para o ataque logo na primeira pergunta, dando o 'tom' do debate (Foto: Peterson Paul)
Tuta partiu para o ataque logo na primeira pergunta, dando o ‘tom’ do debate (Foto: Peterson Paul)

O candidato Vilmar Astrogildo Tuta de Souza (PMDB) voltou a decepcionar no confronto de ideias, durante o debate na Record News SC, na noite desta quarta-feira (28), e não apresentou projetos específicos para cada área da gestão pública. Ele preferiu o ataque ao adversário.

Logo na primeira pergunta, Tuta atacou o prefeito Ramon Wollinger (PSD) perguntando sobre dívidas da prefeitura. Ramon rebateu lembrando dois casos que mancharam a gestão do peemedebista: o “Escândalo da Cavan” e a Operação Dríade, em que Tuta foi apontado pelo Ministério Público Federal (MPF) como chefe de uma quadrilha que funcionava dentro da prefeitura, cobrando propinas.

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Sobre o atraso no pagamento de fornecedores, Ramon respondeu logo de pronto que o caixa municipal poderia estar melhor, caso Tuta não tivesse aceitado trocar o terreno da Cavan por outro em região de morro. Ramon disse que naquele terreno poderia ter sido feito um condomínio industrial para atrair mais empresas e gerar empregos, mas que isso não foi levado em consideração por Tuta naquela troca que deu R$ 7 milhões de prejuízo ao município.

“Mas eu não vou ficar reclamando. Como gestor, eu estou pagando o salário dos funcionários públicos de forma antecipada neste mês, para evitar boataria de que não seria pago. E o atraso com os fornecedores serão sanados até o fim do ano”, disse Wollinger.

Debate na Record News SC (Foto: Peterson Paul)
Debate na Record News SC (Foto: Peterson Paul)

No segundo bloco, Tuta voltou a usar de uma postura agressiva para fazer ataques ao Hospital Municipal Helmuth Nass e também a UPA 24 Horas. Ele encerrou seu espaço sobre esse tema sem apresentar nenhum projeto específico para a gestão 2017-2020, caso seja eleito neste domingo dia 2 de outubro.

Ramon rebateu seu adversário dizendo que a atual gestão teve a coragem de abrir um hospital em Biguaçu, coisa que não acontecia na Grande Florianópolis há 30 anos. Disse que o hospital tem 98% de satisfação dos usuários, faz 300 cirurgias por mês e que está sendo bem administrado pela São Camilo.

“Tem que ter muito respeito com o Hospital de Biguaçu, pois em eleições muita gente fala mal do hospital. Não tiveram coragem de fazer. Nós fizemos e abrimos. Também construímos a UPA 24 Horas, que faz sete mil atendimentos por mês. Investir na saúde é o melhor investimento público que tem, ao contrário do que já disse nosso adversário de que é o pior investimento”.

Saiba mais sobre a Operação Dríade aqui e sobre o “Escândalo da Cavan” aqui.

Auri foca em projetos

O candidato Auri Bitencourt (PSOL) não entrou em confronto com os outros dois candidatos e preferiu focar em propostas. Ele defendeu que a gestão do hospital precisa ser totalmente pública, sem organizações sociais, com servidores de carreira e da área da saúde nos cargos de direção.

“Porque você terceirizar a gestão, em longo prazo, precariza o serviço. Essas organizações sociais ganham por produtividade e  lá na frente vão se fazer consultas mais rápidas, para ganhar com mais procedimentos. Também defendemos a eleição de diretores para postos de saúde, o hospital e todo o sistema de saúde biguaçuense, que sejam escolhidos pelos funcionários de carreira da prefeitura”.

Considerações finais

Tuta usou seu espaço final para agradecer aos candidatos a vereador e a todos os colaboradores de sua campanha.  “Não sou muito de palavras, mas sou muito de ação, de trabalhar, de trabalhar para as pessoas, fazer o melhor para as pessoas. E é por isso que eu quero voltar”, disse Tuta.

Auri fechou sua participação agradecendo ao espaço para o debate, aos companheiros de campanha, e os candidatos a vereador. “Nós somos a candidatura que representa todos os excluídos da sociedade, os negros e as negras, as mulheres, a comunidade LGBT, e todos aqueles e aquelas que não têm espaço nas políticas públicas”, comentou.

Ramon encerrou o debate também fazendo agradecimentos ao espaço concedido e aos que colaboram com a sua campanha. “Eu trabalhei por um ano e meio e que quero ser prefeito por mais quatro anos para continuar trabalhando pelo município. Se aumentaram os cargos comissionados, é por que fizemos mais creches, abrimos a UPA. Agora, podem ter certeza, que nenhum cargo comissionado em minha gestão saiu preso pela Polícia Federal. Nós trabalhamos com honestidade, pode ter certeza disso”, garantiu.

Essa referência que Ramon fez é sobre a Operação Dríade, que a Polícia Federal desencadeou no ano de 2008 (último ano da gestão Tuta), com a prisão de servidores da Prefeitura de Biguaçu sob a acusação de formação de quadrilha para cobrança de propinas.

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