Vereadora cobra informações sobre as despesas do Hospital de Biguaçu

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A Câmara de Biguaçu aprovou, na sessão desta segunda-feira, requerimento da vereadora Magali Eliane Pereira Prazeres (PMDB), solicitando à Prefeitura informações sobre os valores que estão sendo usados no hospital regional e também sobre a forma que está funcionando aquela unidade de saúde pública. A parlamentar, que é enfermeira por formação, disse, ao Biguá News, que é necessário esclarecer à população como o dinheiro público está sendo gasto.

Vereadora Magali (Foto-Biguá News)
Vereadora Magali (Foto-Biguá News)

“É a segunda vez que nós requeremos informações. Na primeira vez não fomos atendidos. Houve uma audiência pública recentemente e o secretário de Saúde não explicou como está sendo investido esse dinheiro. Foi assinado um convênio de R$ 13 milhões por ano com o governo federal para a abertura do Hospital de Biguaçu na sua totalidade, com atendimento ambulatorial, especialidades e todo um corpo cirúrgico, mas isso não está ocorrendo”, afirmou.

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Conforme a vereadora, o requerimento que será encaminhado ao Poder Executivo esta semana pede esclarecimentos se o governo federal efetuou o repasse de todo o convênio, ou apenas parte dele. “Queremos informações financeiras e contábeis, pois a prefeitura ainda não disse quanto recebeu do Ministério da Saúde, e também um parecer com o quantitativo de atendimentos realizados, pois precisamos saber quanto custa esse serviço para o município”.

Magali afirma que as cinco especialidades que estão atualmente atendendo no hospital foram remanejadas da Policlínica da Praia João Rosa. Ela questiona a necessidade de custear uma estrutura hospitalar, se as especialidades que lá estão já existiam no município. “Entendemos que, se o município está em crise financeira, se o atendimento nos postos de saúde está precário, e não existe o funcionamento de um hospital, qual o motivo de ter aberto a unidade sem atendimento hospitalar?”

A troca de um raio ‘x’ na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) também é questionada por Magali. Ela aduz que o equipamento que estava sendo usado era relativamente novo e quer saber se houve problemas com o aparelho. “Pedi informações técnicas sobre o raio ‘x’, que tem entre dois e três anos de uso. Foi gasto em torno de R$ 120 mil para compra de outro novo. Então eu quero saber para onde aquele que estava na UPA foi levado e se ele apresentou algum defeito”.

Biguá News está tentando contato com o secretário de Saúde, Ângelo Ramos Vieira, para que ele apresente sua versão dos fatos. No entanto, até a publicação dessa reportagem, ainda não conseguiu falar com ele.

O hospital:

Localizado no bairro Vendaval, com acesso pelas rodovias BR-101 e SC-407, o hospital tem 130 leitos, sala de cirurgia, maternidade e emergência, com capacidade total de atendimento de 2.655 pacientes ao dia. Segundo informações divulgadas pelo governo do Estado, quando da inauguração da unidade, de início são oferecidos apenas serviços ambulatoriais. Em uma segunda etapa, estão previstas internações clínicas e de emergência e, posteriormente, a realização de cirurgias eletivas de baixa e média complexidade.

Na construção do hospital, iniciada em abril de 2010, foram aplicados cerca de R$ 28 milhões. Já a manutenção dos serviços, quando estiver em plena operação, está estimada em R$ 2,6 milhões ao mês, montante que ficará a cargo dos governos federal e estadual e da prefeitura.

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