Vereadores de Antônio Carlos criticam coleta de lixo da Proactiva

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A coleta de lixo em Antônio Carlos foi mais uma vez tema de debate entre os vereadores do município, durante a última sessão realizada no Poder Legislativo, na noite de terça-feira (9). Os parlamentares chegaram a falar da possibilidade do rompimento do contrato com a empresa Proactiva, caso o serviço continue deixando a desejar.

O primeiro a levantar o assunto na tribuna foi o vereador Vagner Borges da Costa (PP). “O que me traz hoje no plenário é a recorrente reclamação dos moradores da comunidade sobre a coleta de lixo da cidade. […] Esse serviço não é barato para Antônio Carlos. Eu trago aqui os valores para mostrar que é muito caro e serve para fortalecer ainda mais nossa cobrança por melhorias na coleta”, pontuou.

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O parlamentar informou que o valor para a coleta mensal do lixo gira em torno de R$ 40.3 mil – cerca de R$ 483 mil por ano. Já para a destinação no aterro sanitário de Biguaçu, a Prefeitura de Antônio Carlos paga mais R$ 151 por tonelada à empresa que administra o sistema. O investimento total anual ultrapassa os R$ 700 mil.

Vereadores de Antônio Carlos não estão contentes com a Proactiva (Foto: Biguá News)

O presidente da Câmara, Emerson Roberto Shappo (PMDB), corroborou com o colega e relatou vários dissabores de moradores que observam lixo acumulado em frente às suas casas. Disse que a Proactiva faz a coleta 12 vezes por mês, mas que essa frequência não está mais suportando a demanda – o que acaba causando acúmulo.

“E ainda tem comunidades que só recebem a visita do caminhão duas vezes por mês. Imaginem se vocês ficarem 15 dias com o lixo depositado em suas residências,” comentou o peemedebista. “Eles [Proactiva] pensam que ainda temos a mesma população de 2014, mas a cidade cresceu e a quantidade de resíduos produzida diariamente também. O que estão fazendo com Antônio Carlos é um total descaso nessa questão do recolhimento do lixo,” completou.

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O 1º secretário da Mesa Diretora, Filipe Schmitz (PMDB), explicitou que o contrato de 60 meses foi realizado na gestão anterior, do ex-prefeito Antônio Paulo Remor (PP), e fora colocada uma cláusula que prevê a possibilidade de rompimento de contrato somente após decorrer 75% desse prazo. Outros vereadores também comentaram casos de acúmulo de lixo em diferentes bairros da cidade.

Outro lado

Biguá News entrou em contato com a empresa para dar a sua versão sobre as críticas recebidas. A Proactiva Meio Ambiente informou, por meio de nota, “que o setor de fiscalização da empresa está verificando as eventuais dificuldades no roteiro de coleta em Antônio Carlos. Da mesma forma, pede a compreensão da comunidade e afirma que em breve a demanda será resolvida”.

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