Vereadores presos em Tijucas e empresários de Curitiba são acusados de desviar R$ 447 mil

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Os três vereadores da Câmara de Tijucas e quatro empresário s de Curitiba (PR) que foram presos nesta quarta-feira (9), durante a terceira fase da “Operação Iceberg” – deflagrada pela Diretoria Estadual de Investigação Criminal (DEIC) – teriam desviado R$ 447 mil dos cofres públicos. A afirmação é da Polícia Civil.

Conforme a assessoria, foram cumpridos sete mandados judiciais de prisões temporárias e oito de busca e apreensão. Nas residências dos investigados foram apreendidos telefones celulares que auxiliarão na conclusão do inquérito policial. Os presos foram conduzidos até a DEIC para prestarem depoimentos sobre as acusações.

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As investigações iniciaram em 2014. Após duas operações policiais intermediárias (1ª e 2ª fases da operação Iceberg), nas quais foram colhidos informações, a equipe de investigação da Divisão de Crimes Contra o Patrimônio Público (DCCPP) da DEIC representou pela prisão do atual presidente da Câmara, Éder Muraro (DEM), e dos vereadores Sérgio Murilo Cordeiro e Luiz Rogério da Silva, ambos do PMDB.

A operação foi denominada ‘Iceberg’ em razão da investigação ter iniciado a partir de uma denúncia sobre um suposto crime de peculato no valor de R$ 6.6 mil. Entretanto, durante a apuração do caso, foram constatados envolvimento de vereadores e servidores do Poder Legislativo de Tijucas, que receberam indevidamente diárias para participação em “cursos fantasmas” em Curitiba, que servia para justificar o recebimento daquelas verbas.

De acordo com a Polícia Civil, o montante que teria sido desviado, entre os anos de 2013 a 2015, chegam a R$ 447 mil em diárias para servidores e vereadores de Tijucas. “Em conluio com a prática criminosa dos intraneus (funcionários públicos que cometem o crime de peculato) estavam os donos de três cursos, bem como alguns empregados que receberam aproximadamente R$ 100 mil a título de inscrições”, diz a polícia, em nota oficial sobre o caso.

Participaram da operação Iceberg, as Divisões de Defraudações (DD), Laboratório de Lavagem de Dinheiro (LAB-LD), Divisão Especializada de Combate ao Narcotráfico (DENARC), Divisão de Repressão ao Crime Organizado (DRACO) e Divisão de Crimes Contra o Patrimônio Público (DCCPP), todas da DEIC.

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