Zagueiro da Seleção do Paraguai tem tudo para decolar no Corinthians

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Foto: Norberto Duarte/Getty Images
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ESPN

“Não é porque saiu o Gil que a gente tem que trazer um novo Gil. Tem que ser um jogador que vai formar um novo Gil. Tem que ter boa viabilidade econômica para o clube, que o atleta se desenvolva aqui e depois gere dinheiro”.

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Essa foi uma das frases ditas pelo gerente de futebol do Corinthians, Edu Gaspar, dias após perder Gil para o futebol chinês, no apice do desmanche alvinegro neste início de 2016. E a chegada de Fabián Balbuena vem exatamente nesta linha explicada pelo dirigente alvinegro.

Aos 24 anos, Balbuena é um dos zagueiros mais emergentes do futebol paraguaio. Titular do Libertad-PAR desde que chegou, no segundo semestre de 2014, o defensor tem mostrado franca evolução após ter sido vice-campeão da Libertadores de 2014 pelo modesto Nacional, também do Paraguai, contra o San Lorenzo-ARG de Edgardo Bauza, atualmente no São Paulo.

Desde sua chegada ao time Gumarelo, o defensor se firmou como um dos principais jogadores da função dentro do país. Tanto que essa guinada o levou à seleção comandada por Ramón Diaz, que fez sucesso no River Plate-ARG, antes de assumir o Paraguai na Copa América de 2015. E é nessa evolução que a comissão técnica alvinegra deve apostar com sua chegada ao Brasil.

Trata-se de um jogador com bastante potencial futuro. Com boas características a serem potencializadas, o reforço ainda necessita de ajustes táticos e técnicos para, enfim, vislumbrar alguma coisa maior na Europa, por exemplo. E é só com treino e tempo que isso irá acontecer.

Balbuena é um zagueiro de ótima estatura e que atua predominantemente pelo lado direito da defesa. Destro, mostra bons recursos técnicos para a posição, auxiliando na saída de bola e dando qualidade na primeira etapa de construção. Nos vídeos analisados pelo DataESPN, é possível vê-lo buscando passes mais verticais, que quebram linhas e auxiliam na construção ofensiva.

Apesar dos seus 1,88 m de altura, tem boa velocidade. Mostra um pouco dificuldade na troca de direção e mudança de ritmo, principalmente em lances que exigem mais agilidade de sua parte. Por isso, tende a crescer quando busca um jogo mais posicional, sem desgarrar da linha de 4 para “caçar” um atacante que deixe sua posição. Este tipo de comportamento, no entanto, é totalmente corrigível. E Tite sabe bem como trabalhar estes conceitos.

Balbuena tem uma bola aérea defensiva muito forte. Consegue se impor bem fisicamente e tem um bom tempo de bola para antecipar as jogadas. Na última Copa Libertadores, por exemplo, teve uma média de 9,8 rebatidas por partida – o líder no quesito, foi Bruno Rodrigo, do Cruzeiro, com 14,3. Para se dar bem neste fundamento, o paraguaio mostra ter uma boa leitura das jogadas e consegue tomar boas decisões durante as partidas.

Chama a atenção também seu baixo número de cartões durante os dois últimos campeonatos paraguaios. Em 2015, foram 26 partidas pela liga nacional e apenas 4 amarelos. Já em 2014, quando atuou 16 vezes, levou apenas um cartão amarelo. O zagueiro, inclusive, não foi expulso nenhuma vez nos últimos quatro anos, tanto pelo Libertad quanto pelo Nacional.

A grande questão quando falamos de um estrangeiro no Brasil é a adaptação. Apesar de ter suas qualidades, o zagueiro precisará de tempo para se habituar ao país e ao modelo de jogo corintiano. Tite, que sempre foi uma referência quando se trata de funcionamento e treinamento de linha defensiva, tem tudo para fazer com que o reforço evolua em sua passagem pelo Parque São Jorge.

Felipe, hoje titular absoluto da defesa alvinegra, é um dos grandes exemplos de paciência e evolução profissional.

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