Antigo Paço Municipal de Palhoça é reformado para receber a Casa da Cultura

Publicidade

A Prefeitura está reformando o prédio centenário do antigo Paço Municipal, uma edificação de valor inestimável para a memória palhocense e que agora está passando por um processo de transformação interna para abrigar as instalações da futura Casa da Cultura de Palhoça.

“É um prédio histórico no município, que já foi sede da Prefeitura, ao lado da igreja, junto à Praça Sete de Setembro, ou seja, no coração da cidade. E não poderia haver local mais apropriado para receber a Casa da Cultura, uma reivindicação antiga da nossa comunidade que nós estamos atendendo”, comemora o prefeito Eduardo Freccia.

Continua após a publicidade

O prédio já está em reforma desde setembro e deve ficar pronto em 2022. São 808 metros quadrados de área construída. “Além da organização do espaço interno para receber os equipamentos culturais que serão instalados, a área externa também será revitalizada, com paisagismo e a incorporação de um espaço de convivência, agregando à praça, que nós também reformamos e é um lugar historicamente muito rico, um ponto de encontro da sociedade palhocense”, afirma a secretária de Infraestrutura e Saneamento, Kristy Cardoso Fabre.

A Casa da Cultura vai abrigar, por exemplo, a Biblioteca Municipal Guilherme Wiethorn Filho, hoje instalada dentro da Faculdade Municipal de Palhoça (FMP); terá uma sala para a Academia de Letras de Palhoça e outra para o Conselho Municipal de Políticas Culturais; e também será a nova sede administrativa da Fundação Municipal de Esporte e Cultura (FMEC). “Nós organizamos o espaço interno de forma a contemplar a nossa cultura e a nossa história, não só como um centro de visitação, que vai mostrar às atuais gerações as características da Palhoça do passado, mas como uma estrutura pulsante, efervescente, que seguirá transmitindo permanentemente essa cultura, através de exposições, cursos e atividades itinerantes”, expressa o presidente da FMEC, José Virgilio Junior (Secco).

O espaço vai contar com salas de exposição permanente e itinerante; sala das etnias, em memória dos representantes dos diferentes povos que ajudaram a desenvolver o município; salas para cursos em áreas como teatro, fotografia, música, dança e pintura, por exemplo. “Um dos destaques da Casa da Cultura será um espaço destinado a receber o riquíssimo acervo do pesquisador e historiador Claudir Silveira, que trabalhou muito pela memória de Palhoça e estamos criando um espaço para acomodar sua obra”, destaca o gerente de Cultura da FMEC, Caio Dorigoni.

O Paço Municipal*

Arquitetado no estilo colonial português, o prédio do Paço Municipal foi inaugurado em 22 de agosto de 1895. Abrigava, na época: a Superintendência (Prefeitura), a Delegacia de Polícia, o Juizado de Paz, a Cadeia Pública, o Conselho Municipal (atual Câmara de Vereadores), o Fórum e o Tribunal de Júri.

O relógio localizado na parte superior do prédio foi instalado 30 anos depois, na administração do prefeito José Crisóstomo Koering (1919-1927 e 1928-1930). O relógio funcionou até a década de 1960.

Em 1985, na administração do prefeito Neri Brasiliano Martins (1983-1988), o prédio foi ampliado (dobrou de tamanho) e foi totalmente reformado.

Até o início da reforma atual, o espaço vinha sendo utilizado como sede da Secretaria de Assistência Social, atualmente instalada no primeiro andar do Shopping Camelão, no encontro da rua Prefeito Reinoldo Alves com a via marginal da BR-101, no Passa Vinte.

* Colaborou: o escritor e historiador João José da Silva

Publicidade