Atividade econômica do Brasil recua em março, mas termina 1º trimestre com alta de 2,3%

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A economia brasileira contraiuem março pela primeira vez em quase um ano diante daintensificação da pandemia de Covid-19 e das medidas deisolamento, mas ainda assim terminou o primeiro trimestre comcrescimento graças ao desempenho positivo no início de 2021.

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br),considerado sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), tevequeda de 1,59% em março na comparação com o mês anterior, deacordo com dado dessazonalizado divulgado pelo BC nestaquinta-feira.

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O resultado do mês em que o país se tornou o epicentro dapandemia de coronavírus interrompe 10 meses de avanços do índicee é o mais fraco desde a queda de 9,8% em abril de 2020, ápicedas medidas de contenção da Covid-19 no ano passado.

O dado de março, entretanto, foi melhor do que a expectativa em pesquisa da Reuters de queda de 3,75% .

Com os resultados positivos de janeiro e fevereiro, o IBC-Brencerrou o primeiro trimestre com crescimento de 2,3% sobre osúltimos três meses de 2020, depois de ter expandindo 3,17% noquarto trimestre do ano passado.

“Este resultado evidencia a resiliência da atividadeeconômica brasileira no período recente, em meio aorecrudescimento da pandemia e ao fim de programas detransferências governamentais (destaque para o auxílioemergencial aos mais vulneráveis, que não esteve vigente nosprimeiros meses deste ano)”, destacou em nota o economista da XPRodolfo Margato, estimando alta de 0,3% para o PIB do primeirotrimestre sobre o período anterior.

A crise sanitária no Brasil, com sistemas de saúde muitosobrecarregados, agravou-se no final de fevereiro e levou váriaslocalidades a intensificarem as medidas de isolamento, voltandoa fechar comércios não essenciais e restringindo ainda mais amobilidade.

Na comparação com março de 2020, o IBC-Br registrou avançode 6,26% e, no acumulado em 12 meses, teve perda de 3,37%,segundo números observados.

Com o Brasil ainda enfrentando lentidão no ritmo de vacinação contra a Covid-19, em março, as perdas foram disseminadas. A indústria brasileira registrou queda inesperada de 0,7% da produção em fevereiro e interrompeu nove meses de resultados positivos. 

As vendas varejistas recuaram 0,6% e o setor voltou a ficar abaixo do nível pré-pandemia. O mesmo aconteceu com os serviços, depois de queda de 4,0% no volume no mês.

A pesquisa Focus mais recente do BC com uma centena de economistas aponta que a projeção de expansão para este ano é de3,21%, indo a 2,33% em 2022

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