Biguaçu inicia arrecadação de doações para o 3º Street Store

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Assessoria

Profissionais do Instituto de Saúde e Educação Vida (Isev), em parceria com a Prefeitura de Biguaçu e a Secretaria Municipal de Saúde, iniciam, nesta terça-feira (2), a arrecadação de roupas, calçados e cobertores para serem distribuídos no Street Store (“loja de rua” em português).

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“A loja é feita apenas com cartazes, onde as doações são penduradas e a população carente pode escolher o que quiser, a seu gosto. Para muitos, esta será a primeira experiência de compras digna, mas sem ter que pagar por isso”, afirma a gerente Técnica de Saúde do Isev, Franciely Pacheco.

O projeto “Street Store” surgiu em janeiro de 2014 na Cidade do Cabo, na África do Sul, e desde então já passou por mais de 100 países. Trata-se de uma loja de rua para pessoas carentes, sem fins lucrativos. Lá elas podem escolher quais roupas e acessórios quiser, de acordo com seu gosto pessoal. É a terceira vez que a loja de rua é realizada no município de Biguaçu. No ano passado foi doada mais de uma tonelada de roupas, cobertores e calçados às pessoas necessitadas, beneficiando mais de 300 famílias.

A Street Store é feita com doações e a população carente pode escolher o que quiser (Foto: Carol Rech)

Arrecadação

Os pontos de coleta estarão instalados em todas as Unidades Básicas de Saúde do município e na sede da Prefeitura. Comerciantes e empresários que desejarem aderir à campanha podem disponibilizar caixas de coleta. Os interessados em participar como ponto de coleta podem procurar a Coordenação da Atenção Básica, Gerência Técnica de Saúde ou Assessoria de Comunicação do Isev através do telefone 3047-8610.

A arrecadação será realizada até o dia 2 de junho, para que a equipe tenha tempo hábil para organizar as doações. A Street Store será montada no dia 9 de junho, das 10h às 15h, na Praça Nereu Ramos, no Centro de Biguaçu.

O secretário municipal de Saúde, Heron Felício Pereira, explica que “a ideia central do projeto é dar visibilidade para as pessoas que tratamos como invisíveis, além de romper com a lógica das doações verticalizadas e intensificar a ação de solidariedade”.

“O morador de rua existe, deve ser visto e suas escolhas pessoais devem ser respeitadas. A roupa é apenas um vetor para que este processo de cidadania e humanização das relações aconteça”, ressalta o prefeito Ramon Wollinger.

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