Covid em Biguaçu cresce rápido e prefeito analisa decretar restrições

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O número de casos de Covid-19 confirmados em Biguaçu chegou a 140 nesta segunda-feira (22). Mais 126 pessoas com sintomas do novo coronavírus aguardam resultado de exames no Lacen. As informações foram divulgadas pelo prefeito Ramon Wollinger (PSD) durante transmissão ao vivo em uma rede social da prefeitura (veja o vídeo mais abaixo). Na sexta-feira (19) eram 119 casos positivos. O número de pacientes acometidos pelo vírus está crescendo rápido e novas medidas serão adotadas para restringir a circulação da população.

Cada semana é uma realidade diferente. Quando se trata de uma pandemia, as coisas mudam muito constantemente. Vamos tomar novas medidas de precaução a partir de amanhã ou de quarta-feira, pois infelizmente as pessoas começaram a relaxar na questão da prevenção, do distanciamento, uso de máscara e lotação de comércios. Vai chegar um momento, nesta semana, que precisaremos de medidas drásticas“, disse Wollinger.

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Uma das primeiras medidas analisadas pela prefeitura está a decretação do “toque de recolher” para proibir a circulação de pessoas e a abertura de comércios no período noturno, como bares, lanchonetes e restaurantes, por exemplo. A possibilidade de “lockdown” (fechamento de todos os serviços não essenciais) também está na mesa do prefeito de Biguaçu. Essa medida é mais drástica, mas poderá ser usada caso a curva de transmissão continue ascendente nos próximos dias.

A preocupação da Secretaria de Saúde é com a alta demanda na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com centenas de pessoas procurando o atendimento com sintomas da doença. Isso tem impactado o serviço e está lotando os leitos de enfermaria, bem como as UTIs da Grande Florianópolis. No final de semana, o Hospital Regional de São José comunicou o Governo do Estado que todos os leitos estavam lotados e havia muitos pacientes em corredores, em decorrência do Covid-19.

Graças a Deus não temos nenhum óbito em Biguaçu, mas a tendência dos números é aumentar, pois temos 126 exames aguardando resultado do Lacen. Estou muito preocupado, pois esses números, apesar de serem previstos, nos frustam muito, pois parece que estamos perdendo essa batalha“, lamentou Ramon.

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Um dos maiores receios é que comece a ocorrer o mesmo que aconteceu na região Norte do país, como em Manaus, por exemplo, onde a lotação dos leitos de UTIs chegou a 100%. Com isso, além das vítimas de Covid-19, as pessoas passaram a morrer também por outros fatores, como infarto, AVC ou acidentes com traumas, justamente por falta de leitos para atendê-los.

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