Florianópolis abrirá processo seletivo para contratação de agentes de combate a dengue

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Armadilha para captura do vetor da dengue

Mesmo com a chegada do frio, a população deve manter o alerta e as ações para combater os criadouros do mosquito transmissor da dengue. O alerta é da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, que mantém as ações de monitoramento e eliminação dos focos do Aedes aegypti na Capital. A Prefeitura fará chamada de biólogos e abrirá processo seletivo para contratação de agentes de combate a endemias nos próximos dias.

As estações do outono e inverno são ideais para a intensificação do trabalho de prevenção nas residências e terrenos. Os ovos do Aedes aegypti resistem a longos períodos de dessecação, que podem durar até um ano. Para a larva eclodir, basta que o ovo entre em contato novamente com períodos quentes e de chuva. Em 2015, a Vigilância Epidemiológica recebeu 207 notificações de pessoas com suspeita de dengue, das quais 41 foram confirmadas.

Mobilização

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“Desde o fim do ano passado estamos trabalhando no monitoramento e no controle dos focos do transmissor da dengue, principalmente nos locais onde há focos do mosquito, mas é imprescindível que a população entre nessa luta conosco para eliminar os criadouros de larvas do Aedes aegypti”, afirma o secretário de Saúde, Daniel Moutinho Junior.

As equipes da Vigilância em Saúde do município fizeram o mapeamento de todos os pontos da Capital onde devem ser colocadas as armadilhas utilizadas para a descoberta de novos focos do mosquito. A partir deste trabalho, o monitoramento feito pelos agentes de combate a endemias alcançará todas as regiões da cidade, permitindo um maior controle e ações focadas na eliminação do vetor.

Desde o começo do ano, foram encontrados 145 novos focos – número que já classifica o município como infestado pelo mosquito transmissor da dengue. O Continente continua sendo a área mais afetada pelo mosquito, que foi encontrado nos bairros Capoeiras (45), Monte Cristo (32), Coloninha (16), Jardim Atlântico (9), Estreito (4), Balneário (1), Abraão (1), Coqueiros (2) e Canto (1). Na Ilha houve registros no Centro (5), em Ingleses (6), Santinho (1), Vargem Grande (1) e Canasvieiras (18). No Leste, Pantanal tem 1 foco e Córrego Grande 2.

Uma das explicações para o maior número de focos na área continental é a grande quantidade de ferros velhos, borracharias e áreas com acúmulo de lixo e entulhos. Além disso, há um maior fluxo diário de veículos de carga provenientes de cidades que convivem com a doença.

Denúncias

A Ouvidoria da Secretaria Municipal de Saúde é o canal de comunicação da população para denunciar possíveis focos do mosquito transmissor da dengue. Os telefones são (48) 3239-1537 ou 3239-1569. Há também um espaço da ouvidoria para denúncia on-line, na página da Secretaria de Saúde (WWW.pmf.sc.gov.br/entidades/saude).

As denúncias são encaminhadas ao Centro de Controle de Zoonoses, que faz o trabalho de análise e contenção dos possíveis focos. Em média, levam sete dias para a resposta sobre a reclamação.

Dicas para combater a dengue

– Mantenha caixas, tonéis e barris de água tampados

– Coloque o lixo em sacos plásticos e mantenha a lixeira fechada

– Não jogue lixo em terrenos baldios

– Garrafas de vidro ou plásticos devem ser guardadas com a boca para baixo

– Não deixe acumular água da chuva na laje

– Encha pratinhos ou vasos de planta com areia até a borda

– Pneus devem ser armazenados em locais cobertos e protegidos da chuva

– Vasos de plantas aquáticas devem ser lavados com água e sabão, toda semana, e a água deve ser trocada frequentemente.

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