Fumacê contra o Aedes aegypti é aplicado na região continental de Florianópolis

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Assessoria

Começa em Florianópolis a pulverização de inseticida, conhecida como fumacê, nas áreas onde há confirmação de pacientes com dengue (mesmo contraída em outros municípios) somada à infestação do mosquito Aedes aegypti. A medida é adicional às ações de combate ao vetor e funciona como mais uma ferramenta para reduzir o risco de transmissão local de dengue, zika ou chikungunya. O município é, ainda, a única capital do país a não registrar casos autóctones dessas doenças.

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Capoeiras foi o bairro escolhido para receber a primeira pulverização por ser, por dois anos seguidos, o bairro com maior infestação do mosquito. Também porque houve a confirmação recente de infecção por dengue de um morador da região que, segundo as investigações epidemiológicas, contraiu a doença na Argentina. “A partir de agora, sempre que houver essa combinação de fatores, será feita a pulverização no raio de 150 metros a partir da residência do paciente”, informou Priscilla Valler, do Centro de Controle de Zoonoses.

A pulverização realizada em Florianópolis será de ultrabaixo volume, com inseticida liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária e distribuído aos municípios pelo Ministério da Saúde. A Secretaria de Saúde pede aos moradores que abram as janelas no momento em que a equipe de pulverização passar pelas ruas para que haja efetividade do tratamento nos domicílios.

A orientação é que os animais domésticos sejam mantidos protegidos. Apesar da baixa toxicidade para humanos, na concentração utilizada, recomenda-se que os moradores se afastem do local onde está sendo realizada a aplicação.

Priscilla Valler salientou que o apelo para a continuidade dos trabalhos de eliminação dos criadouros do mosquito ainda é a principal estratégia de combate às doenças. “O histórico da dengue em todo o País nos mostra que o poder público, sozinho, não é capaz de afastar a epidemia. A população também é responsável por eliminar os focos do mosquito”, afirmou o secretário de Saúde, Daniel Moutinho Junior.

Histórico

Desde o verão passado, quando Itajaí registrou os primeiros casos autóctones da doença, Florianópolis reforçou o Programa de Combate à Dengue. A Sala de Situação Municipal, por exemplo, envolvendo as principais Secretarias da Prefeitura de Florianópolis, a Comcap e outras entidades parceiras, foi instalada em outubro de 2015, três meses antes da determinação do Ministério da Saúde.

O trabalho da Prefeitura de Florianópolis envolve tratamento em áreas de foco, atendimento a denúncias encaminhadas à Ouvidoria, visitas aos chamados pontos estratégicos (floriculturas, cemitérios, borracharias e ferros-velhos, entre outros) e aos pontos onde há armadilhas para o vetor e vistorias em locais onde são detectados casos suspeitos da doença.

Já a varredura proposta pelo Ministério da Saúde, mobilizando agentes de saúde em visitas de porta em porta para identificação e limpeza de criadouros do mosquito, chegou a mais de 50 mil locais nas áreas com mais risco de infestação na Capital. A segunda etapa deste trabalho começou na primeira semana de março.

Números

Embora não tenha registrado casos autóctones dessas doenças até o presente momento, Florianópolis encontra-se especialmente vulnerável, seja pela grande e crescente quantidade de focos, seja pelo aumento de pessoas infectadas nos primeiros meses do ano (moradores viajando ou turistas vindos de áreas de transmissão).

Na Capital, foram registrados 254 focos em 2015, sendo 83% na Região Continental. Em 2016 já foram identificados 153 focos, dos quais 145 estão no Continente. Foram confirmados 31 casos de dengue em 2016, sem registro de contaminação autóctone, três casos confirmados de zika, também contraídos fora, e nenhum caso confirmado de chikungunya.

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