Governo de SC quer mobilização estadual contra o Aedes aegypti

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O Governo do Estado lançou oficialmente uma campanha estadual de mobilização contra o Aedes aegypti, mosquito transmissor do vírus da dengue, zika e febre de chikungunya. Reproduzindo as ações integradas e simultâneas realizadas em diversas cidades brasileiras no dia 2, porém adiadas para sexta-feira no Estado em razão da tragédia com o voo da equipe da Chapecoense, Santa Catarina se mobilizou em atividades alusivas ao Dia de Combate ao Mosquito Aedes aegypti.

“Estamos nos aproximando da temporada de verão, que é o período crítico do ponto de vista de reprodução e de transmissão da doença, por isso esta mobilização. Desde outubro, estamos mobilizados em especial com os 50 municípios considerados infestados no estado. Iniciamos uma série de mobilizações: a implantação da sala em situação estadual junto às salas municipais, envolvendo todos os setores do serviço público no combate ao mosquito, conscientizando a população, procurando trabalhar junto à comunidade”, disse o secretário de Estado da Saúde, João Paulo Kleinübing.

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Seguindo a campanha lançada pelo Ministério da Saúde, os municípios de Santa Catarina estarão mobilizados em mutirões de vistoria em órgãos públicos e estatais, unidades de saúde, escolas, residências, canteiros de obras e outros locais. A proposta é que, a partir do Dia de Mobilização, todas as sextas-feiras sejam dedicadas para verificação e eliminação de possíveis focos, incentivando os segmentos da sociedade a fazer a sua parte.

“Nós temos que lembrar que o controle do Aedes Aegypti é muito difícil. Qualquer pequeno recipiente que acumule água pode ser um criador do mosquito. Então, pode estar na nossa casa, no trabalho, na rua, em um terreno baldio onde a gente passa diariamente. Por isso, é importante essa mobilização de todos. Só a Saúde, obviamente, não consegue resolver esse grande problema, então nós temos que ter parcerias, com os órgãos que fazem a limpeza pública, com equipes da Defesa Civil e dos Bombeiros – que nos ajudam a organizar toda essa estrutura”, destacou o superintendente Fábio Gaudenzi.

Também foi realizada no IEE, logo após a entrevista, uma atividade educativa com cerca de  300 alunos do Ensino Fundamental sobre as formas de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti. Na sequência, os alunos participaram, em grupos, de vistorias pelas dependências da escola. A ação foi coordenada pelo Exército, que participa da mobilização em nível nacional.

“Como somos gestores da rede estadual, o foco é usar praticamente 600 mil alunos, todo o nosso contingente de professores, funcionários e gestores para reforçar esta mobilização contra o Aedes aegypti. É uma tarefa de todos”, ressaltou a secretária-adjunta da Educação, Elza Moretto. A secretaria está orientando as escolas para a manutenção da vigilância dos prédios durante o período de férias, para verificação e eliminação de potenciais criadouros de mosquito.

Ações

Outra ação foi o lançamento da primeira edição do concurso Escola Promotor de Saúde, sob o tema Todos Contra o Aedes Aegypti. Esta é uma iniciativa conjunta das secretarias de Estado da Educação e da Saúde com o objetivo de promover a reflexão e a construção de conhecimentos acerca da prevenção e do combate ao mosquito, articulando a temática da educação ambiental e da saúde.

Neste ano, já foram investidos R$ 2,3 milhões no Programa de Controle da Dengue em Santa Catarina, considerando a aquisição de quatro caminhonetes, quatro máquinas para aplicação de UBV pesado, nove carros, 20 bombas costais, 15 microscópios e equipamentos de proteção individual; a contratação de 20 técnicos para a força tarefa de aplicação de inseticida e de 11 biólogos; 1.775 supervisões e assessorias; capacitações de 300 agentes de combate às endemias de e nas reformas dos laboratórios de Entomologia, em Florianópolis e Araranguá. Um novo laboratório começará a ser construído em Canoinhas, ampliando para 15 o número de laboratórios estaduais que fazem identificação de larvas de Aedes aegypti. Além disso, foram repassados mais R$ 1,7 milhões do governo federal para os 295 municípios e mais R$ 3,7 milhões do governo estadual para 66 municípios infestados ou em situação de risco, para fortalecimento das ações de prevenção ao mosquito.

Eduardo Correia

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