Juiz quer reforço policial no segundo julgamento de Neném da Costeira em Florianópolis

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Colombo de Souza – Notícias do Dia

O juiz da Vara do Tribunal do Júri de Florianópolis, Paulo Marcos de Farias, pedirá reforço ao chefe da Casa Militar do Tribunal de Justiça, coronel Atair Derner Filho, para o julgamento do megatraficante Sérgio de Souza, o Neném da Costeira, no dia 5 de novembro. Ele cumpre pena no presídio Federal de Porto Velho, em Rondônia, e será transferido para Florianópolis às vésperas do julgamento.

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Neném da Costeira será levado a júri acusado de ser o mandante do assassinato de Lincoln de Oliveira Ramos, na Vila Aparecida, em Florianópolis, no ano de 2002. Por questões de segurança, não foi informado o dia em que o réu chegará e nem o local que ele ficará antes de seguir para o julgamento marcado para 9h, no Fórum da Capital.

“Vou pedir reforço na segurança para não repetir o que ocorreu em 2002 na carceragem da Deic, de onde ele fugiu”, lembrou o juiz. Na época, Neném da Costeira foi resgatado da Diretoria Estadual de Investigações Criminais por um suposto entregador de pizza.

Será o segundo julgamento do traficante pela morte de Ramos.No primeiro, em 2010, ele foi condenado. Durante todo o júri havia um aparato de segurança ao redor do Fórum, com helicóptero da PM sobrevoando o local. Cinco anos depois, osadvogados Francisco Emanoel Campos e Carla Bacila Sade conseguiram anular o julgamento no STJ (Superior Tribunal de Justiça). A defesa argumentou que durante a réplica, o promotor influenciou o corpo de jurados lembrando que os desembargadores já haviam condenado o executor e, por esta razão, Neném da Costeira, na condição de mandante, também deveria ser condenado.

Para o segundo julgamento,os advogados manterão a mesma tese de defesa: negativa de autoria. Ramos teria sido assassinado por Fabiano da Silva Rosa, Jean Matos Cabral, Cleo de Oliveira e um adolescente.Como Neném da Costeira estava foragido em 2004, o júri foi desmembrado. Cabral e Oliveira não chegaram a ser julgados, foram mortos antes da data do júri. Somente Fabiano foi condenado.

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