Moradores do litoral de SC relatam tremores em prédios após terremoto na Bolívia

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Moradores de pelo menos três cidades do litoral de Santa Catarina – Itajaí, Itapema e Palhoça – relataram à Defesa Civil terem sentido os prédios onde residem balançar nesta segunda-feira, por volta das 10h30 – mesmo horário de um terremoto de 6,8 graus de magnitude na Escala Richter, ocorrido na Bolívia. Em Itajaí, pessoas em dois prédios, um no Centro e outro na Vila Operária, comunicaram o fato. Já em Palhoça, houve relato de residentes em um prédio no bairro Pagani e também na Enseada do Brito.

O tremor de terra na Bolívia também foi sentido em outros estados do Brasil, segundo o Observatório Sismológico da Universidade de Brasília (UnB), que captou reflexos do evento no Distrito Federal, em São Paulo, no Paraná, no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais.

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Na Avenida Paulista, região central de São Paulo, diversos prédios chegaram a ser esvaziados. Imagens divulgadas pelas redes sociais mostram os trabalhadores ocupando as calçadas após descerem dos escritórios. No centro, o prédio do Ministério Público estadual também foi esvaziado. O tremor também foi sentido na região norte, segundo o Corpo de Bombeiros. No estado de São Paulo, municípios do interior, como Marília, e do litoral, como Santos, também sentiram o tremor.

Em Brasília, prédios localizados em uma de suas principais avenidas, a W3, na altura da quadra 508 Norte, foram evacuados e seus ocupantes receberam orientações do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal.

“Recebemos vários chamados em todo o Plano Piloto, no Setor de Indústrias e no Guará. Não houve nenhum relato de vitimas e nenhuma estrutura foi comprometida. Houve a percepção das pessoas quanto ao tremor, mas não se constatou nenhum problema nas edificações vistoriadas”, informou o Capitão Ronaldo Reis, do Corpo de Bombeiros.

Segundo ele, equipes de vários quartéis de Brasília e cidades vizinhas foram mobilizadas para o atendimento da população, além de membros da Defesa Civil.

Em caso de tremor de terra, a orientação para quem sentir os efeitos do abalo é de aguardar o socorro dos bombeiros e da Defesa Civil distante do prédio ou edificação. Se o abalo for forte, sugere-se procurar uma equipe de engenheiros para avaliar as condições de sustentação do edifício.

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