Produção industrial em Santa Catarina reage e cresce 0,7% em maio

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Em maio de 2015, a produção industrial de Santa Catarina apontou expansão de 0,7% frente ao mês imediatamente anterior, na série livre das influências sazonais, eliminando parte da perda de 0,9% assinalada em abril último, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), divulgado nesta sexta-feira (10).

Com esses resultados, ainda na série ajustada sazonalmente, o índice de média móvel trimestral mostrou ligeira variação positiva (0,1%) no trimestre encerrado em maio de 2015, frente ao patamar do mês anterior, após recuar 0,4% em abril. O índice acumulado de janeiro a maio de 2015 mostrou retração de 7,4% e intensificou o ritmo de queda frente ao fechamento do primeiro trimestre do ano (-6,8%), ambas as comparações contra iguais períodos do ano anterior. A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, ao recuar 5,0% em maio de 2015, manteve a trajetória predominantemente descendente iniciada em março de 2014 (2,7%).

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Na comparação com igual mês do ano anterior, a indústria catarinense mostrou recuo de 9,9% em maio de 2015, com perfil disseminado de taxas negativas, já que onze das doze atividades investigadas apontaram redução na produção. As principais influências negativas sobre o total da indústria foram observadas nos setores de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-23,4%), 37 de metalurgia (-25,2%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-7,5%) e produtos de borracha e de material plástico (-14,2%),.

Conforme o IBGE, essas atividades foram pressionadas, em grande medida, pela menor fabricação de refrigeradores ou congeladores, motores elétricos de corrente alternada ou contínua e transformadores de dielétrico líquido, no primeiro ramo; de artefatos e peças diversas de ferro fundido e tubos, canos e perfis ocos de aço com costura, no segundo; de camisetas de malha, vestuário e seus acessórios de malha para bebês, calças compridas (exceto de malha) de uso feminino e camisas de malha de uso masculino, no terceiro; e de artigos descartáveis de plástico, sacos, sacolas e bolsas de plástico para embalagem ou transporte, conexões, juntas, cotovelos, flanges e outros acessórios de plásticos para tubos e tubos ou canos de plástico para construção civil, no último.

Já a produção acumulada para os cinco primeiros meses de 2015 da indústria catarinense mostrou recuo de 7,4% frente a igual período do ano anterior, com dez dos doze setores pesquisados apontando queda na produção. As principais 38 influências negativas sobre o total global vieram dos setores de metalurgia (-27,4%), de confecção de artigos do vestuário e acessórios (-12,4%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-18,3%), pressionados, principalmente, pela menor fabricação de artefatos e peças diversas de ferro fundido e tubos, canos e perfis ocos de aço com costura, no primeiro ramo; de camisetas de malha, camisas de uso masculino (de malha), camisas, blusas e semelhantes de malha de uso feminino e vestuário e seus acessórios de malha para bebês, no segundo; e de refrigeradores ou congeladores e motores elétricos de corrente alternada ou de corrente contínua, no último.

Vale citar também os recuos observados nas atividades de máquinas e equipamentos (-9,1%) e de produtos têxteis (-6,6%), explicados, sobretudo, pela queda na produção de compressores usados em aparelhos de refrigeração, silos metálicos para cereais, betoneiras e máquinas para amassar cimento e partes e peças para refrigeradores, congeladores e semelhantes; e de roupas de banho de tecidos de algodão, tecidos de algodão tintos ou estampados (combinados ou não) e tecidos de malha de fibras sintéticas ou artificiais (exceto atoalhados), respectivamente. Em sentido oposto, o setor de produtos de minerais nãometálicos (5,4%) exerceu o principal impacto positivo sobre a média global, impulsionado, em grande parte, pela maior produção de ladrilhos, placas e azulejos de cerâmica para pavimentação ou revestimento e artigos de porcelana para serviço de mesa ou de cozinha.

As informações são do IBGE.

 

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