Secretário planeja segunda etapa do Hospital de Biguaçu para novembro

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Letícia Mathias – Notícias do Dia

Inaugurado há dois meses, o Hospital Regional de Biguaçu realizou 998 consultas em nove especialidades durante esses 60 dias. A unidade foi planejada para implantação em três etapas e, por enquanto, está na primeira, somente de atendimentos ambulatoriais. A estrutura para a segunda fase de atendimento de baixa e média complexidades – com internação, cirurgia e pronto socorro – já está pronta, porém inativa. A terceira e
última etapa seria a UTI, que ainda precisa de obras de adequação.

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O hospital municipal recebe apenas pacientes encaminhados por reguladores de saúde do SUS e por
serviços de emergência como Samu e Bombeiros, e a promessa é que a estrutura ajude a desafogar a
procura a outros hospitais da região mediante parceria com o governo do Estado. De acordo com o
secretário de Saúde do município, Ângelo Ramos Vieira, a partir de novembro devem começar os
atendimentos da segunda etapa.

Porém, para iniciar o atendimento ainda falta contratar mais funcionários e comprar de equipamentos e
instrumentos. A entidade que adminis tra o hospital, Associação Beneficência Camiliana do Sul, informa
que só pode concluir o processo após a definição do plano operativo do hospital, que determina as
áreas de atuação e referência da unidade. Quando o plano for definido, a entidade ainda tem,
contratualmente, 40 dias para operacionalizar o trabalho.

Vieira afirma que o plano operativo do hospital está em desenvolvimento. “A qualidade do serviço foi
avaliada por uma pesquisa de satisfação, e o resultado foi ótimo. Para novembro teremos a segunda
etapa, de internações clínica e cirúrgica”, diz o secretário.

Referência em pediatria e em cirurgias

Esta semana, o hospital recebeu o repasse de R$ 1,3 milhão. A maior parte deste valor é a parcela do
custo de manutenção do hospital, e o restante vai para compra de instrumentos, obras e melhorias
para preparar o hospital às próximas fases de implantação. Quando começarem os serviços de
internação e cirurgia, será necessário outro aporte de recursos.

O valor médio para manutenção do hospital quando todo o serviço estiver em funcionamento pleno é de R$ 3,1 milhão ao mês. O Estado participa no custeio mensal da manutenção junto ao governo federal com 50% dos recursos. A Secretaria de Estado da Saúde informou, por meio da assessoria de imprensa, que o hospital de Biguaçu será referência em pediatria e em cirurgias eletivas de baixa e média complexidades e integrará o novo modelo de rede hospitalar que é implantado pelo governo do Estado para a Grande Florianópolis. Porém, não informou quando e como isso vai ser feito.

De acordo com a secretaria, a unidade deverá atuar junto ao Hospital Regional de São José, “absorvendo muitos atendimentos do Regional, que trabalha no limite” e haverá um momento em que
a emergência do Regional de São José será fechada parcialmente para reforma e ampliação, e o
hospital de Biguaçu deverá absorver parte da demanda.

Hoje há 41 funcionários no hospital – cinco da equipe de enfermagem e o restante dividido entre apoio
e administrativo – e 10 médicos. Se a unidade estivesse funcionando a pleno, segundo a direção,
seriam necessários entre 300 e 400 funcionários.

Apesar da demora na implantação, dificuldade de recursos e de impasses e atrasos ocorridos desde o início do processo de construção, o serviço nesta primeira fase, que atende somente pacientes encaminhados dos postos de saúde de Biguaçu, ocorre sem tumulto e é elogiado.

Leonardo Rosa, 24, sofreu luxação no braço durante uma partida de futebol e precisava da avaliação
de um ortopedista. Ele foi atendido no posto de saúde há cerca de seis meses e ontem conseguiu a
consulta. Foi ao hospital pela primeira vez acompanhado da mãe, Maria Helena. “O ambiente é muito
bom, limpo, e os funcionários, muito educados. Não sei como vai ser quando tudo estiver funcionando,
mas agora posso dizer que é um bom atendimento”, opina.

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