Servidores municipais de Florianópolis entram em greve

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O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis (Sintrasem) decidiu, em assembleia realizada na tarde desta quarta-feira (11), deflagrar greve por tempo indeterminado, em protesto contra um projeto de lei encaminhado pelo prefeito Gean Loureiro (MDB) à Câmara de Vereadores, que passa diversos serviços públicos municipais para as mãos de organizações sociais, especialmente nas áreas na saúde, educação, assistência social e obras.

“O modelo já experimentado noutras cidades e no estado, é um desastre no atendimento e abre brecha para desvios do dinheiro público com recorrentes denúncias de irregularidades e fraudes”, aduz o Sintrasem.

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A exigência do sindicato é que o prefeito retire o projeto enviado aso Poder Legislativo.  O município, por sua vez, argumenta que a contratação de terceirizados para gerir creches e UPAs se faz necessário, já que a Prefeitura não teria mais espaço na folha de pagamento para incluir novos servidores sem infringir a Lei de Responsabilidade Fiscal (A LRF estabelece gasto máximo de 54% da receita com pagamento de salários).

“Este é mais um dos muitos ataques de Gean – e talvez um dos mais graves até o momento (…) Nossa discussão para a data-base já vinha alertando os trabalhadores deste risco, que se concretizou na sexta-feira. Por isso, encaminhamos uma mobilização contra este novo golpe, com uma greve que mostrará à prefeitura a nossa força”, afirma o Sintrasem.

Servidores de Florianópolis votam pela greve em assembleia na tarde desta quarta-feira (Foto: Sintrasem)

O projeto enviado aos vereadores tem solicitação de tramitação “em regime de urgência”. “Isso porque a Prefeitura já deve finalizar a construção de duas creches nesse primeiro semestre: na Vila Aparecida e em Capoeiras. As outras oito devem ficar prontas até o início de 2019. Quanto a UPA Continente, após aprovação do “Creche e Saúde Já”, o município pretende abri-la ainda neste ano de 2018”, argumenta a Prefeitura.

 

 

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