PGR pede que STJ envie à 1ª instância o processo que investiga Colombo na Lava Jato

Publicidade

A Procuradoria-Geral da República (PGR) protocolizou petição, nesta quarta-feira (11), pedindo que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) envie à Justiça Federal de 1ª instância o processo que investiga o ex-governador Raimundo Colombo (PSD) no âmbito da Operação Lava Jato. A decisão será tomada pelo ministro Luis Felipe Salomão. A PGR não informou se a solicitação é para envio à Justiça Federal em Lages, onde o político tem seu domicílio eleitoral, ou para a 13ª Vara Federal de Curitiba – responsável pela maior parte dos processos da Lava Jato.

Colombo foi citado em delações de ex-executivos da Odebrecht – Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis e Paulo Roberto Welzel – por ter recebido R$ 2 milhões em “caixa 2” na campanha de 2010. Consta dos depoimentos que a negociação teria sido feita por Ênio Branco e os valores entregues a José Carlos Oneda.

Continua após a publicidade

De acordo com os delatores, a doação de campanha “de forma não contabilizada” teria sido efetuada para, “em caso de vitória eleitoral”,  ocorresse “o favorecimento do Grupo Odebrecht na área de saneamento básico” em Santa Catarina. A construtora – então liderada por Marcelo Odebrecht – tinha interesse na Companhia Catarinense de Águas e Saneamento (Casan).

O ex-governador nega as acusações das delações. “Conforme foi informado desde a primeira vez, a empresa Odebrecht não tem nenhum contrato, obra ou projeto com o Governo do Estado de Santa Catarina, não tendo sequer participado de licitações desde o início da atual administração em janeiro de 2011”, informou, quando os depoimentos dos delatores foram tornados públicos, em abril de 2017.

Investigação de Colombo poderá descer à 1ª instância (Foto: Arquivo Biguá News)

Mais: STJ quebra sigilo telefônico de Raimundo Colombo

A investigação tramitava no STJ, pois Colombo tinha “foro privilegiado” por ser governador de Estado. No entanto, ele pediu renúncia do cargo no último dia 5 de abril, visando concorrer ao Senado Federal nas eleições de outubro. A legislação eleitoral exige descompatibilização pelo menos seis meses antes do pleito.

Publicidade