Ex-jogador do Figueirense recebe pena de sete anos pela morte de três pessoas

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Foto: Daniel Queiroz/ND
Foto: Daniel Queiroz/ND

Notícias do Dia

O julgamento de ex-jogador do Figueirense, Eduardo Francisco da Silva Neto, o Dudu, pela morte de três pessoas em um acidente na Via Expressa Sul, em 2011, terminou por volta das 16h30 desta quarta-feira (17).

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Pelas mortes ele terá que responder em regime semiaberto durante 7 anos, dois meses e 12 dias. Entretanto, o réu poderá recorrer em liberdade.

O início do júri popular aconteceu por volta das 9h30.  Durante todo o período da fala da acusação, Dudu estava com aparência abatida, ficou de cabeça baixa.  Os primeiros a falar foram Dudu e o primo dele que foi um dos sobreviventes do acidente e depois de uma pausa por volta das 10h15 foi a vez da acusação. A primeira etapa do julgamento encerrou por volta das 11h40, após a manifestação do segundo promotor, com uma pausa de meia hora para o almoço.

Dudu disse que havia bebido de dois a quatro copos de cerveja. O primo dele, que sobreviveu ao acidente disse que Dudu teria tomado três. O promotor Andrey Cunha Amorim afirmou que o laudo pericial aponta que o ex-jogador freou o carro durante 87 metros, sendo que perdeu o controle 150m antes da batida e que a perícia também apontou que ele dirigia pelo mesmo 121 km/h, pois no momento da batida o carro estava a 60km/h.

Amorim apresentou ainda o depoimento policial dizendo que o réu estava com com forte odor de bebida. O promotor mostrou também os laudos técnicos com a concentração alcoolica dos corpos das vítimas: 9,40 e 9,38 e do terceira pessoa que morreu no hospital posteriormente era de 5,80.

“Como a defesa quer que acreditemos que foi um desnivelamento na pista, em razão do adensamento do aterro, que causou o acidente? Ele matou três pessoas, assumiu o risco, a culpa é dele. O dolo é dele”, assegurou elevando a voz.

Durante todo o período da fala da acusação, Dudu, que estava com aparência abatida, ficou de cabeça baixa. Após Amorim, foi a vez do discurso do promotor Augusto Zanelato que fez o pronunciamento com informações mais técnicas. Ele disse que acredita em dolo eventual, que o réu não tinha intenção de matar, mas como assumiu risco a situação caracteriza o dolo:

“O réu estava com o carro cheio de tecnologia, pesado, com freio ABS, tração e mesmo assim não teve condições de controlar o veículo? Ele não tinha intenção, mas assumiu o risco e causou a morte dessas três pessoas”.

Relembre o caso

No dia 19 de junho de 2011, o então jogador do Figueirense, Eduardo Francisco da Silva Neto, o Dudu, trafegava em alta velocidade pela Via Expressa Sul, em Florianópolis, quando perdeu o controle do veículo e bateu em um poste de sinalização.

O carro explodiu e três amigos do atleta morreram. Emerson Neves, 31, e Rosemberg Martins Espírito Santo, 32, tiveram os corpos carbonizados. Edemilson Félix Moreira, 36, chegou a ser socorrido com traumatismo craniano, não resistiu e morreu no fim da manhã de domingo.Cinco pessoas estavam no carro no momento do acidente e, além do jogador, que saiu ileso, o primo dele também sobreviveu.

O acidente aconteceu às 3h40 da madrugada de um domingo. Eduardo Francisco da Silva Neto, então com 31 anos, passou a noite com amigos vindos do Rio de Janeiro em um bar em São José. De lá, o grupo foi levar uma amiga até o bairro Carianos, no Sul da Ilha, e na volta Dudu perdeu o controle da caminhonete Hyundai, que capotou e se chocou contra a estrutura de uma placa. Logo em seguida, o carro pegou fogo.

Ao longo da investigação e dos depoimentos colhidos à época, chegou-se à conclusão de que o ex-jogador havia bebido cerveja durante a noite, não possuía carteira de habilitação e trafegava em alta velocidade.

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