Governador discute ações para acolher haitianos e senegaleses em SC

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O governador Raimundo Colombo se reuniu, nesta segunda-feira, 25, no Centro Administrativo, em Florianópolis, com a de Estado da Assistência Social, Trabalho e Habitação, Angela Albino, para discutir as ações em relação a entrada de imigrantes haitianos em Santa Catarina vindos do Estado do Acre. Também participou da reunião o secretário de Estado da Casa Civil, Nelson Serpa. “Vamos fazer o necessário para dar apoio a essas pessoas e a Secretaria de Assistência Social será a porta voz do Estado durante esse processo”, disse Colombo, por meio da assessoria.


Foto: Jaqueline Noceti / Secom

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“Queremos acertar e tratar melhor das diretrizes gerais das ações do governo do Estado no caso da chegada dos haitianos e senegaleses. O governador reafirmou que um primeiro horizonte é esse acolhimento humanitário e no momento seguinte a inclusão produtiva pela participação deles em programas e capacitações, para terem condições de trabalho aqui, além do domínio do idioma que é um ponto de fragilidade”, disse a secretária.

Desde a chegada, por volta da 1h desta segunda, o grupo de 25 senegaleses e 18 haitianos, que vieram do Acre, foi acolhido pelas equipes das secretarias de Assistência Social municipal e estadual que montaram um abrigo no ginásio Saul Oliveira, no Bairro Capoeiras, área continental de Florianópolis. Além de tomarem as vacinas recomendadas pela Vigilância Epidemiológica do Estado, eles foram cadastrados e ao longo do dia encaminhados para seus destinos finais.

Dos 43, 14 partiram de ônibus, por conta própria, com destino a cidades do Rio Grande do Sul (sete para Caxias do Sul, cinco para Passo Fundo, um para Novo Hamburgo e um para Porto Alegre) e um para Criciúma. Outros 17 já têm passagens compradas para viajar amanhã para São Paulo (1), Blumenau (1), Concórdia (2), Criciúma (1), Jaraguá do Sul (1), Balneário Comboriú (1), Porto Alegre (3), Novo Hamburgo (1), Passo Fundo (4) e Caxias do Sul (4). Todos têm amigos ou familiares nas cidades para onde vão. É o caso de quatro que ficarão em Florianópolis na casa de parentes e conhecidos.

Dois deles já conseguiram empregos com empresário da Capital que esteve no ginásio na tarde desta segunda. Outros três estão hospitalizados, mas já fizeram todos os exames e nenhuma doença foi constada, apenas aguardam alta para serem liberados.

Na avaliação da secretária Angela Albino, esse suporte inicial do governo do Estado e da prefeitura é fundamental para que eles não fiquem perdidos e cheguem aonde desejam. “Fizemos um cadastramento de um por um para entender a situação deles, o perfil, e estamos dando o apoio necessário para que todos sejam acolhidos nas cidades de destino. O que ficou claro é que para a maioria Florianópolis é uma cidade de passagem”, destacou.

Mutirão para carteira do trabalho

Em reunião na manhã desta segunda-feira, 25, com o ministro do Trabalho e Emprego, Manoel Dias, e o Superintendente Regional do Ministério do Trabalho em Santa Catarina, Douglas Mello, a secretária Angela Albino pediu o apoio para providenciar a documentação dos imigrantes para que eles possam arrumar emprego.

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