Prefeitura de Biguaçu quer repassar abatedouro à iniciativa privada

Publicidade

A Câmara de Biguaçu analisa projeto de lei encaminhado pelo Poder Executivo, pedindo autorização para entregar o abatedouro municipal, instalado na região de Fazendinha, para a administração da iniciativa privada. O texto começou a ser apreciado pelos vereadores na sessão desta segunda-feira, mas já encontrou resistência de parlamentares.

Diante da manifestação de associados à Cooperativa de Produção Agroindustrial Familiar de Biguaçu (Copafab), os vereadores resolveram suspender a tramitação do projeto e realizar uma audiência pública, oportunizando aos agricultores familiares exporem suas opiniões.

Continua após a publicidade

Produtores rurais da região de Três Riachos compareceram à sessão de ontem, para acompanhar o debate sobre o assunto. Odilon João Francisco, que é cooperado da Copafab, coloca-se contrário à proposta de entregar o abatedouro a uma empresa. “Aquela estrutura beneficia diretamente a comunidade há pelo menos dez anos, não há motivos para repassar para terceiros”, disse, ao Biguá News.

Produtores que usam o abatedouro acompanharam as discussões na Câmara (Foto: Biguá News)
Produtores que usam o abatedouro acompanharam as discussões na Câmara (Foto: Biguá News)

O agricultor Antônio Carlos Garcia, o “Carlinhos”, também não quer o repasse da estrutura a um empresário. “Eu não sou da cooperativa, mas acho muito errado vender um bem público e que está servindo a toda a comunidade”, comentou, após a sessão.

Conforme a proposta do Executivo, a estrutura está avaliada em pouco mais de R$ 900 mil – que seria o valor mínimo a ser aceito pelo empreendimento. O dinheiro entraria no orçamento do município para reforçar o caixa da prefeitura, em um ano com situação econômica desfavorável.

Ainda não há data prevista para a realização do evento para ouvir os agricultores. Porém, ficou praticamente definido pelos vereadores que, se houver manifestação contundente dos cooperados contra o repasse do abatedouro, o projeto não voltará a ser analisado pelo plenário.

Publicidade