2020 influenciando nas decisões politicas em Biguaçu

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2020 influenciando

As eleições municipais de 2020 já estão influenciando, de maneira muito forte, os bastidores dos poderes Executivo e Legislativo de Biguaçu. Como para o próximo pleito para prefeito há vários pretensos candidatos dentro do grupo político de situação, cada passo está sendo muito bem calculado pelos interessados em sentar na cadeira que hoje é ocupada por Ramon Wollinger (PSD). Na avaliação de um “prefeitável”, a amarração tem que ser diária para chegar ao ano da eleição com condições de ser o “candidato do grupo”.

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Não tem acordo

O vereador Fernando Duarte, o “Pissudo” (PP), deixou claro, na última terça-feira (12), durante a votação para a eleição de Marconi Kirch (DEM) para a presidência da Câmara, que “não tem acordo” com ninguém para dar seu voto nas eleições para a Mesa Diretora durante esta legislatura, mas que votaria no democrata pela união da bancada. No final de 2016, logo após as eleições municipais, o grupo de situação – com posto por nove vereadores – definiu antecipadamente quem seriam os quatro presidentes. O primeiro foi Ângelo (PSD); agora Kirch; para 2019 está previsto ser Douglas (PP) e, em 2020, Salete (PR). Estaria Pissudo já adiantando que não votará em Douglas em dezembro de 2018?

Não tem acordo II

E caso Pissudo não aceite votar em Douglas, ele comporia com a oposição, ou iria abster-se de votar? Compor com a oposição ficaria difícil, pois a bancada oposicionista ficou, em termos, com apenas cinco votos (quatro do PMDB e o de Nei Cunha, do PPS) e com chances muito remotas de derrotar a situação. Além disso, ele seria visto como um “traidor” do grupo e isso poderia trazer consequências junto a cargos indicados no Poder Executivo.

Bastidores quentes

A declaração de Pissudo mostra como os bastidores da política estão quentes. Douglas tem dito que é pré-candidato a prefeito em 2020, e isso confronta com o projeto do atual vice-prefeito Vilson Norberto Alves (PP), do mesmo partido que Fernando. Vilson é o “candidato natural” do grupo, pela forma como a coligação fora composta em 2016 (Vilson queria ser o candidato a prefeito, mas recuou e apoiou Ramon). A avaliação é que Douglas ganharia musculatura para uma candidatura a prefeito sendo presidente do Legislativo em 2019.  A próxima eleição da Mesa Diretora vai dizer muito sobre 2020.

Racha no PPS

A ida de Ricardo Mauri para o cargo de 1º secretário da Mesa Diretora causou desconforto dentro da sigla, liderada pelo vereador Nei Cláudio da Cunha. Os dois foram eleitos pela coligação oposicionista e Nei não gostou dessa mudança. Ricardo disse, ao Biguá News, que a decisão foi pessoal e isso não significa uma migração de grupo político, apenas que exercerá a função na mesa durante 2018.

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