Fila do SUS: advogado diz que Bilico não cometeu irregularidades

Publicidade

O advogado Anderson Nazário, que está defendendo o vereador Manoel Airton Pereira, o “Bilico” (PP), disse em entrevistas à imprensa da capital que seu cliente não cometeu nenhuma irregularidade no caso investigado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), que desmantelou um esquema de furar a fila do Sistema Único de Saúde (SUS) para exames de ressonância magnética.

Bilico foi preso preventivamente nesta segunda-feira (24), sob suspeita do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) de participar da fraude comandada por um servidor público do Estado – que tinha acesso ao banco de dados do Hospital Governador Celso Ramos, em Florianópolis.

Continua após a publicidade

Nazário disse que Bilico não fazia qualquer pagamento e só acompanhava pessoas que precisavam fazer o agendamento dos exames. “Ele representava pessoas menos esclarecidas, que buscavam a ele pedindo socorro, e nunca recebeu ou fez qualquer pagamento para isso”, disse, ao Notícias do Dia.

“Eventualmente ele encaminhava pessoas para exames, levava os pacientes para fazer esses exames, mas nunca fez ou recebeu qualquer pagamento por encaminhar esses pacientes. Ele sempre pegou fila para ser atendido” argumentou o advogado, ao Hora de Santa Catarina.

Bilico permanecerá detido temporariamente por cinco dias e prestará depoimentos aos investigadores do Gaeco. Outros três vereadores de São João Batista também estão presos sob a mesma acusação feita pelo MPSC.

A “Operação Ressonância”, que foi desencadeada nos municípios de Florianópolis, Palhoça, Biguaçu, São João Batista e Major Gercino, ocorreu após denúncia da Secretaria de Estado de Saúde e investigação de um ano.

Segundo o Gaeco, o servidor público – que tinha acesso ao banco de dados – e os vereadores  estariam sistematicamente violando a fila de espera do SUS para realização de exames de ressonância e tomografia, por intermédio de procedimentos irregulares e cobrança de valores dos pacientes. Afirma o MPSC que havia pagamento de valores entre R$ 200 e R$ 600 e até troca por apoio político nas eleições.

Publicidade